" Vale a pena dizer sim a Cristo. Pois Cristo vale mais que a pena. Cristo vale a vida! "
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"O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro." (Bento XVI)
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Natal: Celebre a solidariedade.
Princípios da Doutrina Social da Igreja:O princípio da Solidariedade.
A Doutrina Social da Igreja propõe princípios de reflexão, apresenta critérios de juízo, orienta para a ação.
A solidariedade culmina na sociabilidade da pessoa humana, a igualdade de todos em dignidade e direito ao caminho comum dos homens para uma unidade cada vez mais convicta.
A virtude da solidariedade vai além dos bens materiais. Difundindo os bens espirituais na fé, a igreja favorece também o desenvolvimento dos bens temporais nos quais muitas vezes abri novos caminhos. Assim foi-se verificando ao longo dos séculos, a palavra do Senhor: “Buscai, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas.” (Mt 6,33)
A sociedade garante a justiça social realizando as condições que permitem as associações e a cada um obter o que lhes é devido. O respeito pela pessoa humana considera o outro como um “outro eu mesmo”. Supõe a respeito pelos direitos fundamentais que decorrem da dignidade intrínseca da pessoa.
A igualdade entre os homens assenta sobre sua dignidade pessoal e sobre os direitos que decorrem. As diferenças entre as pessoas pertencem ao plano de Deus, o qual quer q
ue todos nós tenhamos necessidade uns pelos outros. Essas diferenças devem estimular caridade.A dignidade igual das pessoas humanas exige os esforços para reduzir as desigualdades sociais e econômicas excessivas e leva ao desaparecimento das desigualdades iníquas.
A solidariedade é uma virtude eminentemente cristã que pratica a partilha dos bens espirituais mais ainda que dos materiais.
São Gregório Magno dizia que “Quando damos aos pobres as coisas indispensáveis, não praticamos com eles grande generosidade pessoal, mas lhes devolvemos o que é deles. Cumprimos um dever de justiça e não tanto um ato de solidariedade”.
É preciso insistir e investir na formação da consciência social e política ancorada no princípio da solidariedade. “É uma convicção do pensamento social da igreja católica que o desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade”, lembra o Santo Padre Papa Bento XVI na sua mensagem para o dia mundial da paz deste ano de 2010.
Texto Baseado no CATECISCO DA IGREJA CATÓLICA, 10ª edição, editado por Michel May dos Santos.
sábado, 16 de outubro de 2010
O MUNDO PRECISA DE SACERDOTES E MISSIONÁRIOS 3D
“O mundo necessita de sacerdotes e missionários 3D, isto é: que se ocupem da Doutrina, da Disciplina e da Devoção”. Foi o que disse o Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.Quando falamos nessas três dimensões, precisamos observar que o sacerdote e todos os outros que trabalham na evangelização devem cuidar desses pontos. Portanto, isto vale também para nós, seminaristas. Reflitamos sobre cada aspecto.
DOUTRINA - nós precisamos de pessoas que sejam fiéis à Palavra de Deus, ao Magistério da Igreja e aos ensinamentos (a Tradição) que ela nos propõe para um bom discernimento da vida, do trabalho e das atitudes cristãs, conforme o ensinamento de Jesus.
Ao falarmos de DISCIPLINA, estamos entendendo o conjunto de valores e normas que orientam nossa vida, ajudando-nos a caminhar dentro da fidelidade ao Reino. Um homem de Deus deve conhecer e respeitar certos limites, para não se perder ao longo do caminho.
Por DEVOÇÃO compreendemos a abertura de coração, pela fé, para “as coisas do alto”. Em todas as nossas ações percebemos a lembrança de que somos homens em Deus. Por isso, queremos contar sempre com a presença do Espírito Santo que caminha conosco, nos ajudando a estar no Mundo, mas sem ser do Mundo.
Refletindo sobre a frase do Cardeal Ivan, percebemos que o padre deve ser uma pessoa que transpira o Sagrado, principalmente nas Missas, quando celebra o Santo Sacrifício. Assim, também nós leigos, ajudando o próximo a encontrar Jesus Cristo Ressuscitado, participamos da própria missão de Jesus.
Podemos dizer que, tanto padre quanto o leigo, devem ter em seu DNA o Espírito Santo, caso contrário é um cristão mal formado ou imaturo, e acaba não respondendo positivamente à vocação recebida. Tais atitudes começam ao nosso derredor, neste lugar onde estamos agora, sem precisar ir longe para realizar esta Missão.

Esforcemo-nos para ser “pessoas 3D”, capazes de deixar o rosto de Cristo transparecer em nossos rostos.
Por Michel Maÿ dos Santos
sábado, 2 de outubro de 2010
MISSÃO E PARTILHA...
Outubro é, para a Igreja Católica no mundo, o período no qual são intensificadas as iniciativas de informação, formação e cooperação em prol da missão.O objetivo é despertar a consciência e a vida missionária cristã, e as vocações missionárias.
A ação missionária é essencial para a comunidade cristã. Uma bela canção nos lembra " Pelo Batismo recebi uma missão, vou trabalhar pelo reino do Senhor, vou anunciar a Boa Nova para os pobres, vou ser Profeta, Sacerdote, Rei, Pastor. Pelo batismo, o cristão é chamado a se reunir, em comunhão, ao redor de Cristo e participar da sua missão, com o testemunho de vida e o anúncio do Evangelho. É convocado a ajudar na criação e na animação das igrejas locais, no esforço para inculturar o Evangelho nas diferentes realidades, a promover o diálogo inter-religioso, a se aproximar dos últimos e a prestar um serviço concreto de caridade.
A missão está a serviço da paz: “Felizes os que promovem a paz” (Mt 5,9). É impossível entender a missão, sem o compromisso com a paz. Somos convocados e enviados a proclamar a boa-notícia da paz. Promover a paz é uma questão de fidelidade ao mandato missionário de Jesus.
Este mês, deve ser um mês motivador para que assumamos o nosso papel de cristão missionário, seja na nossa família, comunidade e ou sociedade. Porém, este mês não deve ser somente de ação, deve ser também de reflexão. Pois, para sermos missionários não precisamos percorrer grandes distâncias. Ser missionário é fazer a difícil viagem de sair de si, e ir ao encontro do outro, do novo, do diferente como em busca da fruta saborosa. É preciso pensar, planejar, ver a maneira de agir sem que os frutos sejam estragados ou que sejamos machucados pelos espinhos. E isso exige de nós uma abertura pessoal e comunitária para responder aos desafios de ser missionário.
Assumir os desafios e o compromisso de ser missionário é ter a missão não somente de levar algo, mas também de descobrir. Não somente de dar, mas receber. Não somente conquistar, mas partilhar e buscar juntos sempre a verdade em Cristo através de nossos gestos, atitudes e atos. A missão nos permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.
Ser missionário é um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé. “Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária”.
"Ao irem pelo mundo, não discutam, nem porfiem com palavras, nem façam juízo de outrem, mas sejam mansos, pacíficos, modestos, afáveis e humildes, tratando a todos honestamente, como convém” (S. Francisco).
Que nós possamos, iluminados pelas luzes do Espírito Santo, ser missionário e anunciadores da Boa Nova de Jesus, e que essa iniciativa possa começar pelas nossas familias para sermos verdadeiros evangelizadores e evangelizadoras do Reino.
Michel Maÿ Santos.
Entender os sinais de Deus
A vontade de Deus em nossa vida nem sempre é aquilo que nos parece mais evidente. Algumas vezes, Deus nos pede justamente para irmos contra o que o senso comum determina. O problema é saber quando o que pensamos vem de nossa própria cabeça ou é a vontade de Deus.Um personagem bíblico pode nos ajudar a pensar sobre esse assunto: Moisés. Depois de ter se desentendido com os egípcios, por causa da escravidão dos Hebreus, Moisés foge para Madiã onde refaz sua vida, forma uma família e se dedica a cuidar dela. Um dia, ele tem uma experiência que o transforma radicalmente: Deus pede que deixe sua nova casa e volte ao Egito para libertar o seu povo (Ex 3,1-12).
A decisão não foi fácil, pois tudo levava a crer que Deus havia poupado Moisés da morte prematura nas mãos dos egípcios: quando pequeno havia lhe tirado das águas do rio (Ex 2,1-10), depois lhe conduziu a Madiã para que escapasse da cólera dos egípcios e agora lhe pedia que voltasse para junto dos mesmos egípcios... Teria Deus poupado sua vida para depois sacrificá-la aos inimigos?
O discernimento de Moisés teve de levar em conta todos os sinais que Deus colocou em sua vida. Certamente, o melhor para sua segurança e felicidade parecia ser ficar cuidando das ovelhas de seu sogro. Todavia, teria Deus lhe ajudado tanto para que ele apenas desfrutasse dessa ajuda? Não estaria Deus lhe propondo algo maior?
Moisés entendeu que os sinais dados pelo Senhor em sua vida o levavam de volta ao Egito e a seu povo oprimido. Seria a decisão mais arriscada, mas depois da experiência da sarça ardente ele não podia mais duvidar.
Lendo o singelo relato do início do Êxodo, ficamos com a impressão de que tudo aconteceu muito rápido. Mas, certamente, a decisão de Moisés foi antecedida por uma análise espiritual de todos os sinais que Deus havia manifestado em sua vida. Isso o ajudou a ver mais claramente para onde esses sinais apontavam.
Também em nossa vida espiritual, devemos estar atentos aos sinais que aparecem. Pode ser que não sejam sinais tão exteriores, mas devemos prestar atenção aos sinais interiores, ou seja, nossos sentimentos diante das coisas. Moisés entendeu a frase do Senhor: "Eu ouvi o clamor de meu povo" (Ex 3,7). Moisés também já havia sentido esse clamor em seu coração. Seu sentimento entrou em sintonia com o sentimento de Deus.
Muitas vezes, também vemos uma situação que nos questiona e nos perguntamos o que Deus diria em uma situação dessas, pois o que pensamos que ele diria talvez seja o que ele esteja dizendo para nós. É preciso estar atentos a esses sentimentos e a outros sinais que Deus nos concede.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - 7 de SETEMBRO
A separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa foi declarada oficialmente no dia 7 de setembro de 1822.O processo de independência começa com o agravamento da crise do sistema colonial e se estende até a adoção da primeira Constituição brasileira, em 1824.
Cresce a condenação internacional ao absolutismo monárquico e ao colonialismo. Aumentam as pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e o excesso de impostos numa época de livre-mercado e circulação de mercadorias.
A instalação da Corte portuguesa no Brasil, em 1808, contribui para a separação definitiva das duas nações. A abertura dos portos, a elevação da colônia à situação de reino e a criação do Reino Unido de Portugal, e Algarve praticamente cortam os vínculos coloniais e preparam a independência. Com a Revolução do Porto, em 1820, a burguesia portuguesa tenta fazer o Brasil retornar à situação de colônia.
A partir de 1821, as Cortes Constituintes - o Parlamento lusitano - tomam decisões contrárias aos interesses brasileiros, como a transferência de importantes órgãos administrativos para Lisboa. Também obrigam Dom João VI a jurar lealdade à Constituição por elas elaborada e a retornar imediatamente a Portugal.
O rei português volta, mas deixa no Brasil o filho Dom Pedro como Regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável. Pressionado pelas Cortes Constituintes, Dom João VI chama Dom Pedro à Lisboa. Mas o príncipe regente resiste às pressões, que considera uma tentativa de esvaziar o poder da monarquia. Forma-se em torno dele um grupo de políticos brasileiros que defende a manutenção do status do Brasil no Reino Unido.
Em 29 de dezembro de 1821, Dom Pedro recebe um abaixo-assinado pedindo que não deixe o Brasil. Sua decisão de ficar é anunciada no dia 9 de janeiro do ano seguinte, num gesto enfático. O episódio passa à História como o Dia do Fico.
Entre os políticos que cercam o Regente estão os irmãos Antonio Carlos e José Bonifácio de Andrada e Silva, e o Visconde de Cairu, José da Silva Lisboa. Principal ministro e conselheiro de Dom Pedro, José Bonifácio luta, num primeiro momento, pela manutenção dos vínculos com a antiga metrópole, resguardando o mínimo de autonomia brasileira.
Convencido de que a separação é irreversível, aceita a independência desde que a monarquia continue. Para ele, o regime monárquico é o único capaz de neutralizar a intervenção portuguesa nas províncias e preservar a unidade político-territorial do país. Fora da Corte, outros líderes liberais, como Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, atuam nos jornais e nas lojas maçônicas. Fazem pesadas críticas ao colonialismo português e defendem total separação da metrópole.
Em 3 de junho de 1822, Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, baixa um decreto considerado inimigas tropas portuguesas que desembarquem no país. Cinco dias depois, assina o Manifesto às Nações Amigas, redigido por José Bonifácio. Nele, Dom Pedro justifica o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa e assegura "a independência do Brasil, mas como reino irmão de Portugal".
Em protesto, os portugueses anulam a convocação da Assembléia Constituinte brasileira, ameaçam com o envio de tropas e exigem o retorno imediato do príncipe regente.
No dia 7 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe as exigências das Cortes. Irritado, reage proclamando a Independência do Brasil. Em 12 de outubro de 1822, é aclamado imperador pelos pares do Reino e coroado pelo bispo do Rio de Janeiro em 1º de dezembro, recebendo o título de Dom Pedro I.
No início de 1823, realizam-se eleições para a Assembléia Constituinte da primeira Constituição do Império Brasileiro. A Assembléia é fechada em novembro por divergências com Dom Pedro I. Elaborada pelo Conselho de Estado, a Constituição é outorgada pelo imperador a 25 de março de 1824.
Com a Constituição em vigor e vencidas as últimas resistências portuguesas nas províncias, o processo da separação entre colônia e metrópole está concluído. Contra o liberalismo de setores das elites brasileiras,
triunfa o espírito conservador e centralizador de José Bonifácio."Independência sem revolução" era a expressão usada na época para definir o pensamento do principal conselheiro de Dom Pedro I. Ele pregava a independência sem mudança de regime, ou seja, sem a proclamação da república, e sem nenhuma mudança social importante, como a extinção da escravidão.
Nome completo do Imperador Dom Pedro I (1798 - 1834): Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
Sua frase histórica: "Viva a independência e a separação do Brasil. Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil. Independência ou Morte!". Em 7 de setembro de 1822, às 16:30hs.
Em 1972, na comemoração do sesquincentenário da Independência, os restos mortais de Dom Pedro I voltaram ao Brasil. Encontram-se no museu do Ipiranga.
Pesquisa feita no Almanaque Abril
Webdesigner: Lika Dutra
sábado, 4 de setembro de 2010
O mês da Palavra de Deus
O estudo da Bíblia é prioridade na Igreja, quer na sua divulgação, no cuidado com a revelação, interpretação, tradução, linguagem e na animação da pastoral.
Em 1965, o concílio Vaticano II publicou um texto chamado “Dei Verbum” ou “A Palavra de Deus. O texto afirma: “Da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor, já que, principalmente na Sagrada Liturgia, sem cessar toma da mesa tanto da Palavra de Deus, quanto do Corpo do Cristo o pão da vida, e o distribui aos fiéis” (DV 21). Um intenso movimento bíblico desencadeou-se na Igreja. Merece destaque: A leitura da bíblia nas comunidades, os cursos bíblicos, os círculos bíblicos, inúmeros publicações científicas e populares sobre a Bíblia e sobre livros da Bíblia, as devesas traduções da Bíblia, a criação de instituições bíblicas como: Serviço de Animação Bíblica, cursos, mês da Bíblia, curso bíblico através do Rádio, o método de Leitura Orante da Bíblia e centenas de títulos publicados em linguagem popular e de fácil compreensão. Assim, a Palavra de Deus ganhou um destaque nas celebrações com a valorização da mesa da palavra, a proclamação das leituras e a homilia que alimentam a comunidade.
Em outubro de 2008, o Papa Bento XVI convocou o Sínodo dos Bispos com o tema “A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja”. “O homem contemporâneo mostra de tantas maneiras que tem uma grande necessidade de ouvir Deus e falar com Ele. Nota-se, entre os cristãos uma abertura apaixonada para a Palavra de Deus como fonte de vida e graça de encontro do homem com o Senhor”.
O Sínodo se propôs “contribuir para esclarecer aspectos fundamentais da verdade sobre a Revelação, tais como a Palavra de Deus, a Tradição, a Bíblia, o Magistério, que justificam e asseguram um válido e eficaz caminho de fé; acender a estima e o amor profundo pela Sagrada Escritura, fazendo com que os fiéis tenham amplo acesso a ela; renovar a escuta da Palavra de Deus, no momento litúrgico e catequético, especialmente com o exercício da Leitura Orante, adaptada às várias circunstâncias; oferecer ao mundo dos pobres uma Palavra de consolação e de esperança”.
O ministério da Palavra, a pregação pastoral, a catequese e toda a forma de instrução cristã, a homilia litúrgica deve ter um lugar privilegiado. Assim a comunidade se alimenta e se revigora com a Palavra da Escritura. A obra da evangelização e da catequese revitaliza-se graças à atenção dada à Palavra de Deus. Avançar por essa estrada, alargá-la e melhorá-la, renovando certezas e oferecendo serviços é missão da comunidade. A Igreja sabe que, recebendo a Palavra de Deus como o seu maior tesouro recebe também o que constitui o seu maior dever: passá-la a todos.
Hoje é necessário que a escuta da Palavra se torne um encontro vital, que permite colher no texto bíblico a Palavra viva que interpela. A Palavra orienta e plasma a existência mediante a utilização dos novos métodos de leitura da Palavra de Deus e assim adquirir familiaridade com a Bíblia, a tê-la ao alcance da mão, para ser uma bússola a indicar a estrada a seguir.
A proclamação da Palavra de Deus pela Igreja é decisiva para a fé do cristão, já que ela possibilita o acolhimento livre ao anúncio salvador de Jesus Cristo, possibilitado pela atuação do Espírito Santo. É através da pregação do querigma que acontece um autêntico encontro com Jesus Cristo, por isso ele deve ser uma oferta imprescindível a todos. O anúncio e a acolhida da Palavra são, portanto, fundamentais para a vida e a missão da Igreja e ocupam lugar central na liturgia, na família e na comunidade.
É pela pregação da Palavra que todos podem ter acesso à fé e à salvação, chegando a conhecer o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que o Pai enviou. Pela Palavra de Deus homens e mulheres chegam ao encontro com Jesus Cristo, desejosos de algo novo, e que alcançam a luz e são recriados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de Verdade e Vida. Não abriram o coração para algo do Messias, mas ao próprio Messias. Este encontro com o Senhor é o que inicia um processo de discipulado, de vida em comunhão com os irmãos, de testemunho do Reino e de transformação da sociedade.
A Palavra de Deus não se reduz as noções, mas ilumina e alimenta a vida em Cristo. Neste mês de modo especial todos são chamados a ler a Palavra de Deus e anunciá-la na comunidade.
(*) Dom Juventino Kestering é bispo da Diocese de Rondonópolis
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